Cientistas da Universidade de Gênova, na Itália, estudam uma forma de reduzir perda de massa óssea em ambientes de baixa gravidade
(O Globo) Um grupo de ratos voltou à Terra após a mais longa missão envolvendo animais no espaço. Os animais ficaram 91 dias em órbita para testar uma forma de prevenir a diminuição da estrutura óssea em baixa gravidade.
Os pesquisadores explicam que diferentes tipos de células atuam nos ossos. Algumas promovem a recuperação e o fortalecimento do tecido, mas há as que provocam seu enfraquecimento. Em um ambiente de baixa gravidade, a perda de massa óssea é acelerada.
- Os astronautas costumam perder cerca de 20% a 30% de massa óssea – disse Sara Tavella, da Universidade de Gênova, na Itália.
Os astronautas se exercitam e tomam suplementos de cálcio para diminuir os danos, mas é muito difícil manter em órbita o tamanho original dos ossos.
Para testar tratamentos, cientistas liderados por Tavella enviaram ao espaço seis ratos. Três deles foram geneticamente modificados para aumentar o fator de crescimento pleiotrophin (PTN), uma proteína envolvida no desenvolvimento do osso.
O rato com extra PTN foi protegido do fenômeno, perdendo apenas 3% do volume de seus ossos, contra 41,5% de redução nos ossos dos outros ratos. O trabalho foi publicado na revista PLoS ONE.
- A proteína poderia ser usada em astronautas que se preparam para ir ao espaço – concluiu Tavella
----
Matéria similar no AstroPT
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário