sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Astronauta Buzz Aldrin apoia colonização de Marte

Segundo homem a pisar na lua declarou em evento que viagens só de ida seriam mais vantajosas em um primeiro momento


(Space.com / Galileu) A ideia de estabelecer uma colônia humana em Marte vem sendo levada bastante a sério nos últimos tempos, tanto que uma organização sem fins lucrativos foi criada há dois anos especificamente para isso: a Mars One pretende que já em 2025 os primeiros colonizadores se mudem de vez para o nosso vizinho planetário. O plano é ainda mais ambicioso do que o da NASA, que está seguindo um rígido cronograma para conseguir enviar uma missão tripulada de ida e volta ao planeta vermelho em 2030. O motivo de tanta demora é que ainda não temos a tecnologia necessária para fazer um bate e volta, mas se a viagem for só de ida, aí sim a tecnologia já existe.

Foi pensando nisso e na enorme quantidade de dinheiro que uma empreitada dessas exige que o astronauta Buzz Aldrin declarou seu apoio a projetos de missões colonizadoras como a da Mars One. “Vai custar ao mundo – e aos Estados Unidos – bilhões e bilhões de dólares para colocar essas pessoas lá, e você vai trazê-las de volta? O que você vai fazer quando as trouxer de volta para cá que possa ser comparável ao valor que elas teriam se tivessem ficado lá e Marte não estivesse vazio?”, questiona o astronauta, eternizado como membro da missão Apolo 11 e como segundo homem a caminhar pela superfície da lua.

Aldrin participou nesta quarta-feira (22/10) de um painel no evento AeroAstro at 100 organizado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) em comemoração ao centenário de atividades do instituto na área aeroespacial. Na ocasião, o astronauta também defendeu que as missões Marte-Terra deveriam ocorrer apenas depois de certo tempo, quando o assentamento já estivesse bem estabelecido e povoado. “Quando tivermos 100 – ou seja lá quanto for – só então começamos a trazer as pessoas de volta”, diz.

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