quarta-feira, 14 de julho de 2010

Átomo de detector de fumaça pode fornecer energia para sondas espaciais

Pedaço incandescente de dióxido de plutônio-238, usado para gerar energia elétrica em naves espaciais



(New Scientist / Folha) Um elemento químico usado normalmente em detectores de fumaça na Terra poderá logo ser usado como fonte de energia em missões para outros planetas.

O plutônio-238 foi bastante usado como fonte de energia em missões anteriores. Mas esse isótopo radioativo está acabando.

Os EUA pararam de produzir a substância nos anos 80, e a Nasa (agência espacial americana) já usou quase toda a sobra daquele período. O Congresso americano recusou-se a aprovar nova produção, considerada muito cara. E a Rússia, embora tenha algumas reservas que poderiam ser vendidas, ainda não mostrou interesse forte em uma negociação.

A falta do combustível pode afetar uma missão conjunta da Nasa com a ESA (agência espacial europeia). Planejada para 2020, a missão tem como destino Júpiter e sua lua congelada, Europa.

PESO
Em vista disso, a ESA pretende aumentar seus suprimentos de amerício-241. O elemento radioativo é usado em detectores de fumaça. Seu decaimento cria íons que fazem o alarme disparar quando ligados a partículas de fumaça.

"Não conhecemos outra forma de gerar eletricidade para uma viagem tão longe no Sistema Solar", disse David Southwood, diretor de ciência e exploração robótica da ESA.

"O amerício-241 decai mais lentamente que o plutônio-238, podendo alimentar missões mais distantes", diz Ralph McNutt, da Universidade Johns Hopkins, em Maryland (EUA), coautor de um relatório sobre a falta de plutônio-238 nos EUA.

A desvantagem do amerício-241 é que será preciso uma maior quantidade do elemento para gerar a mesma energia que o plutônio, o que é um problema para missões espaciais, que precisam manter o menor peso possível.

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