sexta-feira, 31 de maio de 2013

Astronauta Brasileiro Marcos Pontes se Apresenta no Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy de 20 a 25 de Julho



(ABN News) Dos 6 bilhões de pessoas que habitam a Terra, somente cerca de 500 homens e mulheres já voaram ao espaço. No Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy, os visitantes têm todo dia a oportunidade de encontrar um desses homens e mulheres que pertencem ao famoso Corpo de Astronautas da NASA, durante a experiência de Encontro com Astronautas. Marcos C. Pontes, o único astronauta profissional brasileiro a visitar o espaço, se apresentará no Encontro com Astronautas de 20 a 25 de julho de 2013.

A presença de Pontes no Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy acontecerá poucas semanas após a grande inauguração da exibição Space Shuttle Atlantis, um novo espaço de quase 9.000 metros quadrados e US$100 milhões de custo que abrigará permanentemente a preciosa e histórica nave espacial que é um testemunho da incrível história dos 30 anos do Programa de Ônibus Espaciais da NASA.

Os visitantes poderão se deslumbrar e se inspirar com uma visão de 360 graus do Atlantis, a poucos metros de distância. Sua exibição será feita de uma forma dramática, como se ele estivesse em órbita, como só os astronautas já tiveram a oportunidade de vê-lo até agora.

O ônibus espacial Atlantis ficará elevado cerca de 10 metros acima do solo e inclinado num ângulo de 43,21graus, com as portas do compartimento de carga abertas e o Canadarm (braço robótico) estendido.

A atração Space Shuttle Atlantis inclui mais de 60 experiências interativas com telas ao toque e simuladores de alta tecnologia que permitem aos visitantes fazerem “o papel de astronautas”, trazendo de volta o elemento humano, a paixão e o patriotismo que sempre cercaram o Programa de Ônibus Espaciais, além da complexidade e proeza de engenharia que permitiu lançar o Telescópio Espacial Hubble e construir a Estação Espacial Internacional.

Pontes decolou para o espaço junto com a tripulação Expedition-13 a partir do Centro de Lançamento de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, a bordo de uma nave espacial Soyuz que se acoplou à Estação Espacial Internacional em 31 de março de 2006, onde ele viveu e trabalhou durante os próximos 8 dias. Pontes voltou à terra em a tripulação Expedition-12 e pousou nas estepes do Cazaquistão em sua nave espacial Soyuz em 8 de abril de 2006.

Tendo sido selecionado como perito de missão, ele compareceu ao Johnson Space Center em agosto de 1998 para participar do treinamento dos astronautas, o qual incluiu sessões de orientação e visitas, várias instruções científicas e técnicas, treinamento intensivo sobre os sistemas do Ônibus Espacial e da Estação Espacial Internacional, treinamento fisiológico e escola terrestre para se preparar para o treinamento de voo T-38, além do aprendizado de técnicas de sobrevivência em água e em ambientes agressivos. Inicialmente, Pontes recebeu tarefas técnicas na Área de Operações das Estações Espaciais do Setor de Astronautas.

Atualmente, Pontes trabalha como elemento de ligação para a Agência Espacial Brasileira em Houston e no Brasil. Ele espera uma nova designação para fazer sua segunda missão de voo espacial. Enquanto isto, ele é pesquisador e professor convidado da Universidade de São Paulo, Diretor de Pesquisa Espacial do Instituto Nacional para o Desenvolvimento Espacial e Aeronáutico, Embaixador Mundial da WorldSkills World para o ensino profissionalizante, Embaixador das Nações Unidas para o desenvolvimento industrial, e Presidente da Fundação Astronauta Marcos Pontes, uma organização sem fins lucrativos voltada à Educação e Tecnologia do Desenvolvimento Sustentável.

Sobre o Complexo dos Visitantes do Centro Espacial Kennedy
O Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy torna mais viva a história épica do programa espacial americano, oferecendo um dia inteiro ou mais de atividades divertidas e educacionais, inclusive o Kennedy Space Center Tour que inclui o Centro Saturn V, onde se pode ver um verdadeiro foguete lunar Saturn V, a nova atração Angry Birds™ Space Encounter, a Experiência de Lançamento do Ônibus Espacial, filmes espaciais IMAX® em 3D, Encontro com Astronautas, Espaço de Exploração: Procuram-se Exploradores, e muitas outras exibições interativas. O novo museu de $100 milhões que abriga o Ônibus Espacial Atlantis abre em 29 de junho de 2013.

A admissão inclui também o U.S. Astronaut Hall of Fame®, com naves espaciais históricas e a maior coleção do mundo de objetos pessoais de astronautas, a qual abre diariamente ao meio-dia, sendo que o horário de fechamento depende da época do ano.

A apenas 45 minutos de Orlando, Fla., o Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy abre diariamente às 9 horas, fechando conforme a época do ano. A admissão custa $50 + impostos para adultos e $40 + impostos para crianças de 3 a 11 anos. O passe anual, Commander`s Club Annual Pass, do Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy custa $63 + impostos para adultos e $53 + impostos para crianças de 3 a 11 anos. Mais informações pelo telefone 877-313-2610 ou visite www.KennedySpaceCenter.com

Radiação recebida em viagem a Marte aumenta risco de câncer em 3%

Estudo leva em conta raios que vêm do Sol e não afetam pessoas na Terra. Nasa quer mandar astronautas ao planeta vermelho na década de 2030.



(AP/G1) Um estudo publicado nesta quinta-feira (30) calcula que a radiação que um astronauta receberia em uma viagem de ida e volta até Marte aumentaria seu risco de câncer em 3%. Essa radiação vem do Sol e de explosões de supernovas distantes, mas não tem nenhum efeito sobre as pessoas na Terra porque o campo magnético do planeta funciona como um fator de proteção.

A Nasa planeja colocar um astronauta em Marte na década de 2030. A questão da radiação é uma preocupação antiga dos cientistas ligados à exploração espacial. No entanto, faltava uma maneira confiável de medir a radiação acumulada ao longo de um período de tempo como o que será necessário para a missão a Marte.

A pesquisa publicada pela revista “Science” se baseou em dados obtidos pelo Curiosity, jipe-robô enviado pela Nasa para explorar Marte. O veículo conta com um medidor de radiação, que registrou a quantidade de raios que incidiram sobre o aparelho ao longo dos oito meses e meio de viagem até o planeta vermelho, entre 2011 e 2012.

Com esses dados, os cientistas calcularam a quantidade de radiação que cada astronauta receberia. O valor chega a 662 milisieverts, o que equivale a passar por uma tomografia de corpo inteiro por semana ao longo de um ano. Na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), a radiação acumulada ao longo do ano é de 200 milisieverts. Na Terra, o valor por pessoa não passa de 3 milisieverts por ano.

A maioria das agências espaciais do mundo recomenda que um astronauta não ultrapasse o limite de mil milisieverts ao longo da carreira – na Nasa, os cálculos variam de acordo com a idade e o sexo.

Para os autores do estudo, os resultados indicam que é preciso evoluir tecnologicamente para que a viagem dos astronautas seja mais curta do que a do Curiosity. “Você quer chegar lá o mais rápido possível” para reduzir a exposição à radiação, afirmou Don Hassler, cientista responsável pelo medidor de radiação do Curiosity.
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Curiosity comprova que radiação de viagem a Marte é perigosa para humanos (UOL)
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Radiação em viagem a Marte equivale a um TAC por semana (Ciência Hoje - Portugal)
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Radiation shields, new engines mandatory for Mars (Spaceflight Now - em inglês)

Nasa testa novo motor de propulsão solar-elétrica



(NASA/Hypescience) A imagem acima parece ter sido retirada do filme de ficção científica Tron. Mas não se engane, pois se trata do novo motor de propulsão solar-elétrica que está sendo testado pela Nasa.

Na foto, é possível observar o propulsor que usa íons de xenônio. Este motor iônico do futuro está sendo desenvolvido no Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia (EUA).

A versão anterior deste equipamento está sendo usada atualmente na missão Dawn, que se dirige para o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. O novo motor está sendo completamente modificado e atualizado.

Ele deverá ser utilizado na Asteroid Initative, um programa espacial da Nasa que prevê capturar roboticamente um pequeno asteroide que esteja rondando próximo ao nosso planeta e redirecioná-lo com segurança para uma órbita estável no sistema Terra-lua. Assim, astronautas poderiam visitar e explorar o corpo celeste. A ideia grandiosa, que poderia originar um roteiro de filme hollywoodiano, em breve poderá se tornar uma realidade com este motor que queima em azul.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

SpaceLiner: conheça o avião hipersônico europeu



Aviões hipersônicos
(Inovação Tecnológica) Enquanto alguns se perguntam se os aviões hipersônicos vão se tornar realidade, uma equipe europeia mostrou que os projetos para isso estão mais adiantados do que se imaginava.

Uma equipe da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Holanda, Itália e Suíça apresentou os resultados do projeto Fast20XX (Future high-Altitude high-Speed Transport - transporte futuro de alta altitude e alta velocidade, em tradução livre).

O avião hipersônico resultado do projeto foi batizado de SpaceLiner.

O que mais impressiona é a semelhança do hiperavião com os antigos ônibus espaciais norte-americanos.

O SpaceLiner será lançado na vertical, como um foguete.

A grande diferença é que o tanque principal é ele próprio um avião, que retorna e pousa normalmente em um aeroporto - nos ônibus espaciais, o tanque principal entrava em órbita e se queimava na reentrada, não sendo reaproveitado.

Os passageiros, contudo, vão a bordo do avião propriamente dito, uma autêntica cápsula espacial com capacidade para 50 passageiros.

Ela entra em órbita cerca de 8 minutos depois do lançamento, e desliza em microgravidade a Mach 20 - uma velocidade 20 vezes maior que a velocidade do som.

Isto deverá fazer com que os mais puristas levantem uma sobrancelha - os aviões hipersônicos propriamente ditos, cujos motores estão em desenvolvimento, pretendem atingir velocidades hipersônicas na atmosfera, e não no espaço.

De qualquer forma, os cálculos indicam que o SpaceLiner poderá pousar no outro lado do mundo cerca de 80 minutos depois do lançamento - o pouso também será feito em um aeroporto comum.

Hiperdesafios
Martin Sippel, diretor do projeto, afirma que várias tecnologias ainda terão que ser desenvolvidas e testadas para que o SpaceLiner torne-se uma realidade: "O SpaceLiner é um desafio tanto em termos de tecnologia quanto de operações."

Contudo, de posse do projeto, as sete agências espaciais envolvidas já estão se concentrando na parte específica do desenvolvimento que tocou para cada uma - a integração do avião hipersônico ficará a cargo da DLR, a agência espacial alemã.

Um dos maiores desafios é o resfriamento do avião conforme ele reentra na atmosfera, atingindo temperaturas que deverão chegar aos 1.800º C.

A solução adotada foi o resfriamento ativo no nariz da aeronave e nos bordos de ataque das asas. A ideia é aspergir água a partir de componentes cerâmicos porosos, resfriando a superfície conforme a água se evapora.

Outro problema é lidar com a aerodinâmica variável a que o avião estará sujeito, em sua fase em órbita baixa, durante a reentrada, e em seu voo normal até o aeroporto.

Mas os pesquisadores vão dar uma atenção especial também aos passageiros. Afinal, astronautas são treinados para suportar um lançamento de foguete e uma reentrada na atmosfera. Será que o voo hipersônico será tolerável para passageiros fisicamente menos preparados?

Projeto Alpha
Tudo isso será testado antes que o SpaceLiner vire realidade.

Segundo Martin Sippel, os testes serão feitos pelo Projeto Alpha, um misto de avião e nave espacial que será lançado de um Airbus A330 a cerca de 14 quilômetros de altitude.

O Alpha levará dois passageiros e um piloto, e deverá atingir uma altitude de 100 quilômetros.

"O turismo espacial feito dessa forma deverá ser o primeiro passo e deverá ser alcançado nesta década. Será um teste para ver se existe mercado para esse tipo de veículo espacial," disse Sippel.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Nave Soyuz chega à Estação Espacial com 'novos moradores'

Yurtchikhin, Parmitano e Karen Nyberg são os novos tripulantes da ISS. Jornada durou seis horas e foi completada com sucesso, segundo a Nasa.



(G1) A nave Soyuz, com três tripulantes a bordo, acoplou com sucesso na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na noite desta terça-feira (28) após uma jornada de cerca de seis horas, segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana. A nave decolou do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, às 17h31.

O cosmonauta russo Fyodor Yurtchikhin, o astronauta italiano Luca Parmitano e a astronauta norte-americana Karen Nyberg são agora os três novos moradores da ISS.

Este é o quarto voo espacial de Yurtchikhin, que esteve na ISS em 2002 a bordo da Atlantis, e em 2007 e 2010 para longas missões. O cosmonauta já fez cinco caminhadas espaciais e ficou 371 dias no espaço.

Para Nyberg, que tem doutorado em engenharia mecânica, esta é a segunda missão espacial. Ela esteve na ISS em 200, a bordo do ônibus espacial Discovery com a missão de entregar e instalar o laboratório Kibo e o braço robótico pressurizado.

Parmitano, major da Força Aérea Italiana, faz sua estreia no Espaço após ser escolhido como astronauta em 2008 e ter recebido o certificado em 2011.

O novo trio vai se juntar ao engenheiro de vôo da Nasa Chris Cassidy, ao comandante Pavel Vinogradov, e ao engenheiro de vôo Alexander Misurkin, completando a equipe da Expedição 36.

A equipe está programada para fazer cinco caminhadas espaciais, preparando o complexo para instalar em dezembro um laboratório multifuncional russo. Além disso, está prevista uma outra caminhada espacial, desta vez carregando a tocha olímpica. Os tripulantes também deverão receber foguetes de carga, com previsão de acoplamento em junho, julho e agosto.

De acordo com a Nasa, os tripulantes vão continuar a fazer experiências científicas. Entre elas está a pesquisa que vai avaliar a perda de densidade óssea durante longas expedições espaciais. O experimento usa a análise em 3D do quadril dos astronautas para coletar informações detalhadas sobre a qualidade dos ossos. Esta pesquisa também vai contribuir para compreender a osteoporose na Terra, segunda a Nasa.

Outro experimento é sobre o crescimento das plantas, o que pode levar expedições futuras a cultivarem seus próprios alimentos no espaço. A equipe também vai testar um novo monitor portátil de gás, para estudar o fogo em gravidade zero. Este experimento poderá ter impacto direto em futuros voos espaciais.
Há duas semanas, a equipe do astronauta Chris Hadfield deixou a ISS e voltou em segurança à Terra. O pouso foi em Dzhezkazgan, no Cazaquistão.
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Foguete Soyuz decola com 'novos moradores' da Estação Espacial (G1), com matéria similar no UOL
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Com brinquedos a bordo, nave decola levando três astronautas à ISS (Terra)

Faculdade de Tecnologia Desenvolve Projeto de Microssatélite

Protótipo do tamanho de uma lata será lançado para teste com auxílio de um balão meteorológico. Objetivo é colher dados atmosféricos e imagens da superfície terrestre



(UnB / Brazilian Space) LAICanSat-1 é o nome do programa inédito da Universidade de Brasília em que se pretende projetar, construir e lançar a uma altitude suborbital um microssatélite de baixo custo capaz de coletar informações climáticas e realizar imageamento da superfície terrestre. A proposta vem sendo desenvolvida de forma multidisciplinar, por professores da UnB de diferentes áreas como Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Aeroespacial e Física, além de alunos dos respectivos cursos.

A ideia surgiu da possibilidade de unir dois antigos projetos de tecnologia espacial - o CanSat e o balão atmosférico – para realizar experimentos e teste de conceitos e pesquisas, além de divulgar a cultura aeroespacial e contribuir com a formação de mão de obra na área. A UnB é uma das quatro instituições de ensino superior brasileiras que oferecem o curso de Engenharia Aeroespacial. A graduação foi instituída no campus do Gama em 2012. “É uma iniciativa que visa atrair o aluno antes mesmo de seu ingresso na universidade", explica o professor do Departamento de Engenharia Elétrica Renato Borges. "A partir do momento em que ele [o aluno] estiver aqui, fortalecê-lo na área aeroespacial, com conhecimentos cada vez mais específicos e técnicos de como uma missão espacial é concebida”, completa.

O CanSat, como o nome em inglês diz, é um “satélite” feito de lata. O modelo, elaborado por alunos e professores da UnB, possui menos de 1 kg e não é propriamente um satélite. Isso porque, no conceito original, a palavra refere-se somente a dispositivos que orbitam em torno da Terra. Mas o equipamento utiliza os mesmos mecanismos para realizar propósitos semelhantes aos dos satélites, como colher imagens da Terra e obter informações atmosféricas.

Para isso, o mecanismo projetado na UnB será acoplado a um balão atmosférico preenchido com gás Hélio, que elevará o protótipo a uma distância de cerca de 30 quilômetros da superfície terrestre. “Trata-se aproximadamente da metade da estratosfera [situada entre 15 e 50 km de altitude acima do solo]”, conta Renato. Nesse ambiente, já é possível encontrar condições semelhantes às do espaço, o que traz benefícios também para a indústria, ao permitir testes de componentes e de circuitos que irão ser utilizados em projetos espaciais, em complemento àqueles realizados em superfície terrestre. “Num voo desses, você pode testar componentes a um preço muito menor e em uma plataforma que você sabe que vai voltar, o que permite embarcar coisas caras”, diz Pedro Nehme, aluno de Engenharia Elétrica que faz parte da equipe do projeto e ficou conhecido nacionalmente por ser o primeiro civil a realizar uma viagem ao espaço.

Um dos diferenciais do projeto desenvolvido na UnB é justamente a possibilidade de sensoriamento remoto com a recuperação do microssatélite. A localização do dispositivo será transmitida via sinais de rádio, como um celular, e as informações de imagens coletadas serão armazenadas diretamente no dispositivo, por isso a necessidade de recuperá-lo. “Nossa equipe vai procurar auxílio dos grupos de radioamadorismo para rastrear o LAICAnSat-1, por se tratar de uma comunidade com um papel de extrema importância neste contexto, além de grande competência, e que poderá auxiliar em outros projetos e iniciativas semelhantes”, diz Renato.

Junto ao LAICAnSat-1 serão acoplados uma câmera fotográfica, um GPS e sensores para medição de níveis de radiação ultravioleta e umidade atmosférica. “Uma das coisas fundamentais é a observação da Terra, e o sensoriamento remoto é essencial, por exemplo, para monitorar áreas agrícolas e determinar como as cidades estão crescendo. Pode servir ainda para a segurança civil, controle de incêndios, dentre outras aplicações”, conta o professor do Instituto de Física e membro do Comitê Aeroespacial da UnB José Leonardo Ferreira, sobre as possibilidades de aplicação do experimento. O lançamento do LAICAnSat-1 está previsto para agosto. A iniciativa da UnB vem ao encontro dos interesses da Agência Espacial Brasileira: formar recursos humanos na área e tornar o espaço cada vez mais acessível.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Viagem para o espaço com Leonardo DiCaprio sai por R$ 3 milhões

Outro par de ingressos, para sentar ao lado do astro, custou R$ 5 milhões



(R7) Já pensou em conhecer Leonardo DiCaprio? Já pensou em viajar para o Espaço? Um sortudo vai fazer as duas coisas ao mesmo tempo: e tirou do bolso pouco mais de R$ 3 milhões para isso.

A viagem será feita via Virgin Galactic, empresa da gravadora homônima. E quem está ajudando a organizar é Harvey Weinstein, famoso produtor de cinema.

O acordo foi fechado na amfAR Cinema Against AIDS, jantar beneficente no festival de Cannes de 2013, segundo o Access Hollywood.

Além disso, outro par de ingressos (também ao lado de DiCaprio) foi vendido por quase R$ 5 milhões.

Astronautas embarcam para a ISS para fazer pesquisa e solos de guitarra

O retorno está previsto para meados de novembro; no espaço, o italiano Luca Parmitano pretende dedilhar a guitarra e se arriscar no teclado



(GHX/Terra) Pesquisa científica, reparos técnicos e mais solos de guitarra podem ser esperados com a chegada de três novos tripulantes à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Eles embarcam a bordo da nave Soyuz TMA-09M nesta terça-feira. O lançamento ocorre do cosmódromo de Baikonur, no Casaquistão, a 0h31 do dia 29, hora local - 17h31 desta terça-feira, em Brasília.

Compõem a tripulação três dos seis membros das Expedições 36 e 37. São eles: Fyodor Yurchikhin (Rússia), Karen Nyberg (Estados Unidos) e Luca Parmitano (Itália). Na estação, eles se juntam ao americano Chris Cassidy e aos russos Pavel Vinogradov e Alexsandr Misurkin. O retorno está previsto para meados de novembro.

A missão prevê experimentos científicos, testes de novas tecnologias e exploração espacial, com a realização de EVAs (sigla em inglês para atividade extra veicular), quando os astronautas realizam procedimentos do lado de fora da estação. Os tripulantes também testarão uma nova forma de chegar à estação espacial. Em vez de aguardar em órbita por dois dias antes de acoplar na ISS, a nave Soyuz deverá fazê-lo apenas seis horas após o lançamento.

Entre os tripulantes, destaque para o italiano Parmitano, que faz sua estreia no espaço. Se a antiga tripulação já tinha seu “músico” - Chris Hadfield, que tocou uma versão de Space Oddity, de David Bowie - o estreante declarou que, em seus momentos de folga, pretende dedilhar a guitarra e se arriscar no teclado. “Espero não incomodar muito o resto da tripulação, mas isso vai ser divertido”, disse em recente declaração à Nasa.

Fyodor Yurchikhin
O cosmonauta russo de 54 anos é natural de Batumi, na Geórgia - antiga república soviética. Casado e pai de dois filhos, é o comandante da Soyuz. É doutor em engenharia mecânica, com especialização em veículos do espaço aéreo.

Seu ingresso na agência espacial russa ocorreu em 1997, como candidato a cosmonauta - qualificação que recebeu após dois anos de treinamento. Seu primeiro voo ao espaço ocorreu entre 7 e 18 de outubro de 2002, como especialista de missão. O segundo teve duração de 196 dias. Na oportunidade, realizou três EVAs com um total de 18 horas e 44 minutos.

A terceira experiência espacial de Yurchikhin foi realizada em 2010, com dois EVAs que acumularam mais 13 horas. No total, o veterano de três voos espaciais acumula 371 dias no espaço, com cinco EVAs, que somam 32 horas.

Nas tradicionais entrevistas que antecedem lançamentos como esse, Yurchikhin declarou que a missão vai ser de “muitas tarefas”. O objetivo é, principalmente, manutenção de todos os equipamentos da estação. Para tanto, outras EVAs estão programadas, adianta. Em meados de setembro, Yurchikhin se tornará o comandante da Expedição 37.



Karen Nyberg
Natural de Vining, em Minnesota, nos Estados Unidos, Karen Nyberg tem 43 anos, é casada e tem um filho. Como formação principal, é Ph.D. em Engenharia Mecânica pela Universidade do Texas. Seu ingresso na Nasa ocorreu em 1991, atuando em áreas variadas até 1998, quando concluiu seu doutorado e passou a trabalhar como engenheira de sistemas de controle ambiental.

Em 2000, foi selecionada como especialista de missão da agência espacial americana e realizou formação específica por dois anos, sendo designada a exercer funções técnicas no Escritório de Astronautas para Operações na Estação Orbital.

Durante 13 dias, entre maio e junho de 2008, esteve presente no 123º voo espacial da Nasa, a bordo da STS-124 Discovery. Na oportunidade, realizou três EVAs com o objetivo de manter a Estação Espacial Internacional e preparar o braço robótico de um novo módulo japonês.

À Nasa, Karen mostrou-se entusiasmada com os progressos na ISS. Ela lembrou da preparação da estação por 15 anos para que seja utilizada como um laboratório de ciências e disse que, na missão de agora, o principal objetivo será desenvolver ações para garantir esta finalidade.


Luca Parmitano
O astronauta da Agência Espacial Europeia é um estreante no espaço. Natural de Paterno, na Itália, Luca Parmitano tem 36 anos, é casado e pai de duas filhas. Sua formação iniciou na Itália, estendeu-se pelos Estados Unidos e culminou na França, em 2009, com um mestrado em Engenharia Experimental de Ensaios de Voo.

A escolha por Parmitano para a missão ocorreu em 2011, apenas dois anos após ele se tornar um astronauta da ESA. As principais experiências dele são como piloto da Força Aérea da Itália, onde acumula mais de 2 mil horas de voo, qualificado a guiar mais de 20 tipos de aviões e helicópteros.

Em entrevista à Nasa, o italiano disse que quer deixar a mensagem de que astronautas são pessoas normais e que os jovens nunca devem desistir de seus sonhos. Sobre as ações na ISS, ele destaca a contribuição de todos os tripulantes. “Estamos realmente pavimentando a estrada para o futuro, para o bem de toda a humanidade”, acredita.

Treinadora de astronautas na NASA sonha saltar para o espaço



(Ciência 2.0) Aos 33 anos, Mamta Patel Nagaraja é treinadora de astronautas do U. S. Space Shutlle e da Estação Espacial Internacional (EEI) e trabalha no Centro de Controlo de Missões da NASA - National Aeronautics and Space Administration. Mas esta jovem engenheira espacial quer ir mais longe. Ela pode mesmo ser uma das próximas mulheres a conquistar o espaço. Até agora, foram escassas dezenas. O sonho está perto de se tornar realidade, acredita, como soubemos numa entrevista que concedeu ao Ciência 2.0, à margem de uma conferência organizada pela Embaixada dos Estados Unidos da América e pela Universidade do Porto, onde partilhou a sua experiência e falou sobre os efeitos biomédicos da exploração espacial.

Como descreveria o seu trabalho na NASA?
Eu descreveria como divertido. As pessoas são maravilhosas. É um desafio do ponto de vista técnico – é provavelmente a minha parte preferida. Aprecio a interação entre as pessoas, trabalhar com astronautas e trabalhar com a minha equipa, assegurando que eles voarão de forma segura.

O que faz exactamente?
Eu treino astronautas para aprenderem como operar o sistema de comunicações da International Space Station (ISS). Quando já os treinei e estão no espaço, trabalho no Controlo da Missão (Mission Control) e, se alguma coisa avaria no sistema de comunicações, então eu conserto, daqui, da Terra, mesmo que seja no espaço.

“O meu maior sonho é ser astronauta”

É treinadora de astronauta, mas nunca esteve no espaço? Esse é o seu maior sonho, neste momento?
Sim, é o meu maior sonho! Fui a uma entrevista para o lugar, este ano. É muito difícil chegar a uma entrevista. Cerca de 6 mil pessoas tentaram e houve 120 entrevistas. Por isso, estou à espera.

É mulher e muito nova… É normal, na NASA?
Sou jovem, definitivamente nova, quando comparada com outras, mas, desde que um astronauta é escolhido até ao momento em que voa, passam uns dez anos. Isso significa que, se eu for selecionada, estarei na casa dos 40 anos quando voar. E nós sabemos que nós, humanos, quando chegamos aos cinquentas e aos sessentas, temos mais problemas de saúde. Por isso, normalmente os astronautas estão algures nos quarentas.

O que é preciso para ser uma boa astronauta?
Tem de se ter um grau técnico em Ciência, Engenharia, Matemática ou numa profissão médica e limites para a pressão arterial e visão, além de sentido de aventura.

“Fascina-me o sentido de aventura, o desconhecido”

Quando decidiu ser astronauta?
A minha família diz que eu decidi ser astronauta quando tinha 3 anos de idade, mas eu acho que estava apenas a copiar a minha irmã. Ela disse “eu quero ser astronauta”. Por isso eu disse que também queria ser. A Ciência foi sempre algo que me seguiu para todo o lado, algo que sempre gostei de fazer. Ainda hoje adoro.

O que a fascina no espaço?
O sentido de aventura, o desconhecido. Há várias questões básicas que sempre me interessaram e eu fazia cada vez mais pesquisas. Mesmo antes da Internet, eu procurava nas enciclopédias, fazia perguntas aos meus professores de Física e a outras pessoas.

“Mulheres têm outra perspetiva”

A primeira mulher no espaço foi a russa Valentina Tereshkova, em 1963. Desde então, quantas mulheres já lhe seguiram os passos?
Tivemos cerca de 45 mulheres no espaço. É um número muito pequeno, se compararmos com o número de homens (cerca de 3 mil). Mas nós estamos a chegar lá. Temos tido algumas melhorias, mas ainda temos algum trabalho a fazer.

No que consiste o projeto Women@NASA, uma iniciativa da NASA em colaboração com a Casa Branca?
Nos Estados Unidos da América, tal como em muitos países ocidentais, temos uma baixa representatividade das mulheres na Ciência. Há cerca de 20% de mulheres nestas áreas técnicas, embora as mulheres sejam 50 a 55% da população. O Women@NASA conta histórias de mulheres que tiveram sucesso nestas áreas. Estas mulheres funcionam como modelos. Elas vão às salas de aulas das escolas americanas para que as crianças possam ver que as pessoas que trabalham na NASA não são o estereótipo que imaginam. Também temos um programa designado NASA G.I.R.L.S. (Giving Initiative and Relevance to Learning Science). Usamos tecnologia como o Google Chat e o Skype e colocamos mulheres da NASA em contacto virtualmente com mulheres de todo o país – estamos a pensar torna-lo internacional, brevemente. Penso que podemos usar esta tecnologia para levar mentores para as salas de aula e lares de jovens estudantes.

Porquê é tão importante ter mulheres na Ciência?
Numa equipa, é bom ter diferentes perspetivas. Torna as soluções mais inovadoras e sólidas. Quando colocamos homens e mulheres juntos, temos uma parceria forte porque abordamos as questões de forma diferente do que se tivéssemos só homens ou só mulheres.

“Espero ser uma inspiração para os jovens”

Tem feito muitas conferências, como esta, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. O facto de os homens terem feito as perguntas em primeiro lugar significa que estão mais interessados em Ciência do que as mulheres?
É um facto social. Geralmente, os homens questionam primeiro, mas, se derem alguns segundos às mulheres, verão as suas mãos levantarem-se. Isso acontece nas salas de aula também. Eu lembro-me que, quando era pequena, a minha mão era a segunda ou a terceira, mas nunca a primeira a levantar-se. Por isso, penso que temos de dar às mulheres um tempo extra e elas levantarão as mãos e farão questões.

O que espera quando partilha a sua experiência com jovens estudantes?
Uma jovem que estava a falar comigo há pouco contou-me que pensava ir para Ciências porque eu expliquei as coisas de uma forma que ela conseguiu entender. Essa é a resposta de sonho. E aconteceu. Na maior parte das vezes, apenas conto a minha história e espero inspirá-los. Quando tinha a idade deles, houve pessoas que me contaram histórias e isso fez com que eu ficasse excitada pela Ciência. Penso que, para todos os países, ter pessoas nas áreas da Ciência e da Tecnologia é a via para o crescimento económico.

Mamta Patel Nagaraja
• Residência: Washington, DC
• Empresa: NASA
• Pós-graduação (Ph.D): Georgia Tech/Emory University, Atlanta
• Pós-graduação: Georgia Tech - Engenharia mecânica
• Faculdade: Texas A&M - Turma de 2002 • Aerospace Engineering • College Station, Texas
• Naturalidade: San Angelo, Texas
• Interesses: Fotografia, escrita, leitura, redes sociais (blogs), dança, desportos, culinária
• Twitter: https://twitter.com/BeyondTheCurls
• Website: http://www.simplicitybymamta.com/
• Blog: http://www.beyondthecurls.blogspot.pt/
• Facebook: https://www.facebook.com/mamta02?fref=ts

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Nasa vai levar impressora 3D à estação espacial em 2014



(Space.com / Terra) Uma impressora 3D está prevista para chegar à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) no ano que vem, onde vai fabricar as primeiras peças já criadas por humanos foram da Terra. A empresa Made in Space fez uma parceria com a Nasa - a agência espacial americana - para testar a impressão em três dimensões na gravidade zero e dar início à capacidade de produzir fora do planeta itens talvez capazes de levar a humanidade para além do Sistema Solar. As informações são do portal Space.com.

"A experiência de impressão 3D com a Nasa é um passo à frente em direção ao futuro. A capacidade de imprimir peças e ferramentas em três dimensões sob demanda aumenta muito a confiabilidade e segurança de missões espaciais ao mesmo tempo em que reduz custos", afirmou em um comunicado o CEO da Made in Space, Aaron Kemmer.

O equipamento deve ser levado ao espaço em agosto de 2014, junto com uma missão privada de envio de carga pela empresa SpaceX. O dispositivo vai construir objetos camada a camada a partir de polímeros e outros materiais, usando uma técnica de fabricação aditiva. Os projetos desses objetos serão carregados previamente em um computador a caminho do laboratório espacial e poderão ainda ser enviados a partir da Terra, informaram os representantes da Made in Space.

Os envolvidos na empreitada afirmam que a impressão 3D pode ajudar a tornar a vida no espaço mais fácil e mais barata. Durante uma apresentação no centro de pesquisas da Nasa, o cofundador da empresa, Jason Dunn, destacou que mais de 30% das peças individuais a bordo da ISS atualmente poderiam ser criadas com uma impressora 3D no espaço.
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Você sabia que astronauta bebe xixi no espaço? Leia outras curiosidades



(Folha) Desde a semana passada, as viagens ao espaço voltaram a parecer uma aventura para muita gente mundo afora --graças a um senhor canadense chamado Chris Hadfield, 53, que voltou para a Terra no último dia 13.

Astronauta veterano (visitou a órbita do nosso planeta pela primeira vez em 1995), o comandante Hadfield virou celebridade ao estrelar o primeiro videoclipe espacial da história, cantando uma música do roqueiro David Bowie a bordo da ISS (Estação Espacial Internacional, onde o brasileiro Marcos Pontes também já esteve).

O vídeo da canção, chamada "Space Oddity" ("esquisitice espacial"), já recebeu quase 15 milhões de cliques no YouTube.

O clipe de sucesso foi só o último truque de Hadfield para mostrar às pessoas como é a vida girando ao redor da Terra.

Desde dezembro, quando chegou à ISS, ele fez uma série de vídeos revelando como é comer, dormir e até chorar flutuando na chamada microgravidade (como se a pessoa não tivesse peso). Entenda mais sobre o dia a dia no espaço em imagem abaixo.

O astronauta também interagia com as pessoas sempre que podia, colocando mensagens e fotos em redes sociais e participando de programas de TV.

A boa voz não surgiu do nada: ele toca em várias bandas terráqueas, uma delas formada só por astronautas, há anos.

Hadfield não é o primeiro astronauta cantor ou celebridade, claro. Alguns anos atrás, o vovô Buzz Aldrin, 83, segundo homem a pisar na Lua, em 1969, gravou um rap para falar de sua experiência espacial.

E hoje todo mundo brinca de repetir a famosa frase falada por Neil Armstrong, o primeiro homem na Lua, ao pisar lá: "Um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade".
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Quer trabalhar no espaço? Veja dicas de como ser um astronauta (Folha)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Os últimos testes



(UOL)O italiano Luca Parmitano (à esquerda), da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), e a norte-americana Karen Nyberg, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), são vistos dentro de uma cápsula espacial para uma sessão de testes de voos na base do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Os dois astronautas e o cosmonauta russo Fyodor Yurchikhin vão viajar ao espaço na semana que vem para integrar a equipe da missão 36 da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Com menos de 1 mês, 1º satélite equatoriano bate em foguete soviético

(Terra) O primeiro satélite equatoriano, que entrou em órbita em 25 de abril, se chocou contra restos de um foguete Tsyklon-3, lançado em julho de 1985 e que orbitava em meio a uma nuvem de partículas, anunciou nesta quinta-feira a Agência Espacial Civil Equatoriana (EXA). O satélite "sobreviveu" ao choque, mas está desgovernado e sem comunicação.

Em nota, a agência afirma que o NEE-01 Pegaso se chocou com um objeto conhecido como SCC-15890, última etapa do foguete soviético lançado nos anos 80. A colisão ocorreu à 0h38. A blindagem antirradiação do satélite e os painéis solares, que contêm titânio em sua composição, contribuíram para a "sobrevivência" do equipamento.

O satélite perdeu a orientação e gira violentamente, o que o impede de receber ou transmitir dados. O satélite argentino CubeBug-1, lançado junto com o equatoriano, teve sorte maior: também foi atingido (por pelo menos uma partícula), mas sem maiores problemas. A agência estuda agora se é possível recuperar a funcionalidade do satélite.
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Processo de retirada de satélites da órbita da Terra



(Info Escola) Centros espaciais já lançaram mais de 6.000 satélites no espaço desde 1957, desse total cerca de 1.000 equipamentos permanecem em órbita cobrindo serviços militares, científicos e de telecomunicações. Porém, do total de equipamentos já lançados, atualmente, somente 7% estão em uso, o restante se transformou em lixo espacial.

No processo de lançamento, manutenção e desligamento de um satélite artificial e eletrônico, os técnicos e cientistas realizam diferentes cálculos para prever e evitar possíveis colisões com outros satélites e demais lixos espaciais. Há um serviço de catálogo de detritos publicado pelo serviço norte-americano de observação, o que os cientistas consideram de calendário de risco.

Por outro lado, é crescente a preocupação em diminuir a quantidade de satélites desligados, mas que permanecem sobrevoando na órbita da Terra. Atualmente, a Nasa e os diferentes centros espaciais estatais e privados de diferentes países são aconselhados a seguirem duas estratégias de eliminação ou retirada de satélites da órbita do nosso planeta.

A primeira se refere ao processo de eliminação do equipamento na atmosfera da Terra, conhecida como “queda controlada”. Por meio da queda controlada é necessário trazer o satélite para a atmosfera, cortar o combustível, baixar a sua altura e fazer com que ele se incendeie pela sua resistência ao ar. O segundo método, mais praticado, consiste em jogar o satélite para mais longe, para uma distância cujo local é conhecido como o “cemitério de satélites”.

O segundo método é mais praticado, pois a maior parte dos satélites lançados são geostacionários. Até o ano de 2012, cerca de mil equipamentos foram jogados ao cemitério espacial. No mesmo ano, foi divulgado o projeto “CleanSpace One”, referente ao primeiro satélite-reboque responsável por interceptar e retirar satélites desligados da órbita da Terra, o projeto demanda investimentos de 18 milhões de reais e deve ser lançado até 2017.

O satélite-reboque terá a capacidade de capturar objetos que estiverem navegando a uma velocidade de 28.000 km/h, numa altitude de 630 km a 750 km. O projeto visa resolver a questão do lixo espacial orbital. Estima-se que esse tipo de lixo espacial tenha triplicado nos últimos anos, aumentando o risco de colisões. Os dados são da ESA (Agência Espacial Europeia).

Fontes:
http://origin.info.abril.com.br/noticias/ciencia/cientistas-criam-satelite-de-limpeza-16022012-41.shl
http://envolverde.com.br/noticias/cada-vez-maior-lixo-espacial-poe-satelites-em-risco/
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/04/lixo-espacial-na-orbita-da-terra-deve-ser-retirado-com-urgencia-diz-agencia.html

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E mais:
Vem aí o ‘lixeiro’ do espaço (Galileu)

Centro de Alcântara lança foguete de treinamento

(Agência Brasil/Terra) O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lançou, com sucesso, nesta quinta-feira, o Foguete de Treinamento Básico (FTB), dentro das atividades da Operação Falcão I/ 2013. Lançado às 14h29, o foguete seguiu conforme os parâmetros previstos para esse tipo de operação e voou 167,8 segundos até atingir a área de impacto determinada. O veículo alcançou 31,8 quilômetros de altitude máxima em apenas 76 segundos de voo. Do local de lançamento até a dispersão no oceano, o FTB percorreu 18,01 quilômetros em linha reta.

Iniciada na segunda-feira, a operação efetuou o lançamento e o rastreio do veículo de treinamento, para fazer o treinamento operacional do Centro de Lançamento e também a obtenção de dados para a qualificação e a certificação do foguete. Na operação, foram testados pela primeira vez dois novos sistemas, um de controle operacional e disparo e outro de interfonia para contato entre as equipes.

O Foguete de Treinamento Básico faz parte do Projeto Fogtrein, ou Foguete de Treinamento, que tem a missão de proporcionar treinamento operacional e testar a prontidão da infraestrutura dos centros (CLA e o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno -CLBI, no Rio Grande do Norte) para lançamentos, exercitando as principais funções de comunicação, telemetria, rastreamento e gerenciamento dos procedimentos de segurança e comandos para lançamentos.

O próximo lançamento será de um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), em junho, durante a Operação Águia I/ 2013.
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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Raupp Recebe Brasileiro que Viajará ao Espaço



(MCTI/Brazilian Space) O ministro Marco Antonio Raupp recebeu nesta terça-feira (21) a visita do estudante Pedro Nehme – vencedor do concurso promovido pela empresa aérea holandesa KLM e que ganhará como premiação uma viagem ao espaço em 2015.

No encontro, o atual estagiário da Agência Espacial Brasileira (AEB), instituição ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), falou sobre a sua trajetória de formação, que teve como pontapé a realização de um curso em tecnologias espaciais realizado em 2011 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa também vinculada ao MCTI.

“Um curso muito interessante, com as pessoas que trabalham na Missão Espacial Completa Brasileira. Foi o que realmente me abriu as portas para o setor aeroespacial”, disse o brasiliense, que teve a oportunidade de estudar, em 2012, na Catholic University of America, em Washington (EUA), após ser selecionado pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF) do governo federal. Naquele país, ele trabalhou no Goddard Space Flight Center, programa da Agência Espacial Americana (NASA).

Nehme falou ao ministro sobre a experiência nos Estados Unidos e como aluno do curso de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), onde participa das atividades do Laboratório de Automação e Robótica (Lara) e integra um projeto da universidade que simula uma missão espacial e, no segundo, semestre irá lançar um minissatélite para o espaço em um balão.

O jovem também relatou como venceu o concurso realizado pela empresa aérea holandesa KLM com mais de 129 mil participantes de vários países; desafio que consistia em adivinhar em que ponto iria parar um balão de alta altitude monitorado por câmeras e GPS.

O estagiário da AEB foi o que mais se aproximou do resultado oficial e ganhará como prêmio uma vaga em viagem espacial comercial a ser promovida pela empresa Space Expedition Corporation (SXC) em 2015. “Foi apenas um palpite, mas toda a minha experiência e bagagem técnica ajudaram”, disse.

Ao parabenizar o estudante pela conquista, o ministro e o presidente da AEB, José Raimundo Coelho – que participou do encontro – incentivaram o jovem a dar continuidade à carreira no Brasil, especialmente no Programa Espacial Brasileiro.

“Você teve competência, determinação e força para aproveitar as oportunidades e pode agora dar a sua contribuição ao país e mostrar à sociedade o que o Brasil vem fazendo”, sustentou Raupp.

Para Nehme, que planeja atuar em grandes desafios e projetos inovadores, há muito para se conhecer sobre as iniciativas desenvolvidas no país. Ele cita como exemplo o trabalho desenvolvido pelo Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE – onde estagiou - que realiza testes completos de satélites e seus subsistemas. “Eles certificam satélites e tudo mais e é algo que poucas pessoas sabem”.
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E mais:
Estudante de 21 anos poderá ser 1º turista espacial brasileiro (Terra)

Governo Estuda Transformar Base de Alcântara em Polo Turístico

Projeto é similar ao já utilizado nos EUA e Guiana Francesa. Plano inclui construção de hotel próximo ao CLA e reforma de aeroporto.



(G1/Brazilian Space) Os ministérios do Turismo (Mtur), e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) começaram a discutir um plano de revitalização turística para Alcântara. A ideia é transformar o município num polo de turismo espacial, em torno do centro de lançamento.

O plano se espelha no exemplo de outras bases espaciais, como Cabo Canaveral, nos EUA, e Kourou, da Guiana Francesa, que também transformaram suas atividades em atração turística. Para Alcântara, cidade que integra o patrimônio histórico nacional e que viu o turismo minguar nas últimas décadas, a proposta traz uma oportunidade de atrair turistas também para seu centro histórico.

O plano inclui a construção de um hotel na vizinhança do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), a reforma do aeroporto da base, com a construção de um terminal de passageiros que possa receber voos civis, e a reforma no cais do Jacaré, principal ponto de embarque e desembarque de passageiros que vêm e vão entre São Luís e Alcântara, que hoje funciona com limitações. “Essa é uma grande reivindicação da população de Alcântara. Hoje o atracadouro do Jacaré já não atende mais, as lanchas têm problemas mecânicos e até de segurança”, afirmou o ministro Gastão Vieira (Mtur).

Em uma reunião com Marco Antonio Raupp (MCTI) e o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Mussi, o ministro do Turismo propôs que as lanchas da Aeronáutica que trazem os funcionários da base espacial possam ser usadas pela população civil em dois horários ao longo do dia. Ao mesmo tempo, seriam feitos reparos no atracadouro existente.

“Nós ofertaríamos à população um novo meio de transporte, mais moderno, que aliviaria muito a tensão que todo mundo tem por falta de deslocamento”, prosseguiu o ministro. Paralelamente caminharia o projeto de construção de um cais em Cujupe, a 14 km de Alcântara, que atenderia tanto ao programa espacial quanto à população civil.

A proposta também visa consolidar a reaproximação da agência espacial com o município, após um relacionamento tenso no passado. “As operações de lançamento têm características específicas, mas fora das campanhas de lançamento não há problema nenhum em usar as instalações durante o resto do ano”, afirmou Marco Antonio Raupp.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Humberto Cardoso Afirma que INPE é o Próprio Atraso dos Projetos Espaciais

Conservadorismo e descompromisso com prazos seriam os fatores determinantes



(SindCT/Brazilian Space) O Eng. Dr. Humberto Pontes Cardoso trabalhou durante 20 anos no INPE, tendo chefiado a então Divisão de Estrutura e Mecânica - DEM (hoje, Divisão de Mecânica Espacial e Controle - DMC) no período em que Marco Antonio Raupp era o diretor do instituto.

Há 15 anos está na iniciativa privada, atuando junto às empresas que fornecem equipamentos para os satélites do INPE, e, por ter tido essa experiência em ambos os “lados”, consegue ter uma visão de conjunto do Programa Espacial Brasileiro - PEB, por vezes bastante crítica, e também sobre a forma como vêm sendo conduzidos seus projetos.

Segundo seu ponto de vista, o INPE é o principal agente para os recorrentes atrasos nos programas de satélites, sobretudo porque o Instituto é muito conservador e avesso a riscos.

Avalia que o Programa Espacial Brasileiro precisa ser melhorado, e aponta o projeto do satélite de telecomunicações como retrocesso no que diz respeito à total ausência de transferência de tecnologia para o país.

Perguntado, afirma categoricamente que não há nenhum tipo de lobby por parte das empresas, mas defende um diálogo entre as partes, empresa e governo, para que os projetos tenham continuidade, cumpram prazos e efetivamente tornem-se competitivos no mercado internacional, pois hoje, de acordo com ele, as empresas têm tido muito prejuízo e o governo não tem alcançado efetivamente seus objetivos.

Dr. Humberto é graduado em Engenharia Mecânica pela Unicamp (1978), mestrado pelo ITA (1983) e doutorado na UFSC (1996), ambos em Eng. Mecânica, com especialidade em Ciências Térmicas.

Como foi sua trajetória como engenheiro do INPE e quais foram os fatores que o incentivaram a ir para a iniciativa privada?
Entrei no INPE em 1979 e trabalhei lá durante 20 anos. Fui para o Canadá em 1984 pela Missão Espacial Completa Brasileira – MECB, que era o programa para fazer os dois satélites SCDs, que seriam lançados no VLS. Quando voltei, em 1985, foi a época em que o Raupp assumiu como diretor, então fui nomeado como chefe da Divisão de Estrutura Mecânica – DEM. Fiquei nesta função por um ano.

Também coordenei a equipe de Controle Térmico de Satélites, quando implantamos o Laboratório de Térmica, executamos o projeto térmico do SCD1 e SCD2 e desenvolvemos um software de análise térmica (PCTER). Também criamos um programa de pesquisa tecnológica visando ao atendimento de demandas futuras. Em paralelo, participei do Conselho Departamental e fui eleito representante dos funcionários no Conselho Assessor da Engenharia Espacial. Ajudei a fundar a Associação dos Funcionários do INPE e o SindCT.

Em 1991, fui fazer doutorado em Santa Catarina-SC devido ao embate político com o então diretor do INPE, Márcio Barbosa. A nossa convivência ficou insustentável e eu preferi o exílio.

No final de 1996, depois de concluir o doutorado, fui convidado pelo Dr. Ghizoni a trabalhar na empresa Equatorial, onde me envolvi em vários projetos de desenvolvimento tecnológico financiados pela FAPESP e pela FINEP. Um dos produtos gerados é o SATER - Software Comercial de Análise Térmica, que utilizo até hoje em meus projetos. No final de 1997, desliguei-me definitivamente do INPE, aderindo ao PDV do governo federal. De 2003 para cá, passei a gerenciar projetos de grande porte na empresa.

O senhor acha que houve mudanças nas atividades das divisões de engenharia do INPE comparando-se com o tempo em que estava lá? Seria verdadeiro afirmar que elas estariam hoje perdendo espaço para a iniciativa privada?
Essa é uma interpretação equivocada, pois foram transferidas para a indústria as atividades de projeto e fabricação de equipamentos para satélites, mas obviamente as pesquisas não.

O INPE precisa se reinventar e deixar essas preocupações de que as empresas estão invadindo sua área. Tem que ir atrás de conceitos novos, que são as pesquisas tecnológicas fundamentais. Deve fazer estudos e gerar protótipos, e a indústria continuar gerando produtos, com liberdade para inovar, criando um ciclo no qual exista complementação entre um e outro.

O que está esvaziando as divisões, a meu ver, é a falta absoluta de uma política espacial e de novas contratações. O nosso programa de satélite é caótico, não tem começo, meio, nem fim. Em um momento você faz um satélite de coleta de dados, em outro você vai fazer um satélite de sensoriamento remoto com a China e aborta o satélite de sensoriamento da MECB, que mesmo tendo sido fabricado, nunca foi lançado. Depois faz uma cooperação com a NASA para lançar pelo Ônibus Espacial uma câmera (CIMEX), que seria comprada da Aerospatiale Francesa.

Por um impasse, devido a questões de segurança entre a empresa e a NASA, o projeto é interrompido e creio que até hoje está sendo discutido na Justiça. Tivemos também o acordo com a NASA para participarmos da construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Depois de muita negociação e muito dinheiro gasto, desistimos de participar e trocamos nossa participação pelo treinamento de um astronauta. Tivemos ainda o SACI, tocado internamente num clima de guerra, e que infelizmente não chegou a operar em órbita. Atualmente temos a PMM que padece da falta de uma carga útil. Essa falta de foco desarticula tudo.

O senhor tem uma pequena empresa de Engenharia e Informática e também coopera dentro de uma grande empresa, a Equatorial Sistemas. Qual a sua visão sobre o Programa Espacial Brasileiro – PEB, enquanto empresário?
Atualmente estou envolvido no projeto do CBERS 3 e 4 para desenvolvimento da câmera WFI. A questão que angustia os empresários do ramo é a falta de continuidade dos projetos.

Para exemplificar, imagine que você organiza uma empresa para projetar, fabricar e testar uma câmera, e, depois de entregue, terá que esperar cerca de 10 anos até conseguir outro contrato equivalente. Com todo esse tempo é natural que tudo se esvazie e a consequência é ter que recomeçar a partir do zero.

Como o processo de desenvolvimento tecnológico se dá pelo acúmulo de conhecimento, as empresas perdem a chance de aperfeiçoar seus processos e, o mais grave, ficam limitadas na sua capacidade de inovar, tornando-as pouco competitivas.

Em 30 anos de PEB, nenhuma empresa conseguiu gerar um produto espacial competitivo no exterior. Nos contatos que fizemos com potenciais clientes estrangeiros, as perguntas mais frequentes foram: “Este equipamento é qualificado em voo?”, “Qual é o histórico de voo deste equipamento?”. As respostas em geral foram “ainda não voou” ou “está em sua primeira missão”. Trocando em miúdos, ninguém quer um produto que ainda não se qualificou em voo, e isso significa ter voado com sucesso em várias missões por um número razoável de anos.

Veja o que está acontecendo com a Opto Eletrônica, que desenvolve três câmeras para o INPE (duas para o CBERS e uma para a PMM). Hoje ela está em grande dificuldade. Isto ocorre porque o programa era para durar cinco anos, mas está sendo realizado em sete anos e meio, e a empresa tem que arcar com gastos excedentes, que se originam na necessidade das empresas manterem suas equipes por um tempo 50% maior pelo mesmo preço contratado junto ao INPE.

Observe que a mão de obra representa de longe o maior custo num projeto como este, uma vez que o fornecimento dos componentes é responsabilidade do INPE.

Sobre a questão do atraso do CBERS 3 e de toda a polêmica gerada, qual a sua opinião?
O problema dos conversores DC/DC importados da americana MDI, componentes que geraram toda a polêmica do atraso do lançamento do CBERS3, poderia ter sido resolvido há dois anos, quando os primeiros componentes falharam ainda durante os testes do Modelo de Qualificação da WFI.

Acontece que por mais de um ano o INPE ficou desconfiado que eram as empresas que estavam usando mal os componentes e demoraram muito para enfrentar o problema. Somente no final de 2012 que o INPE reconheceu que o problema era de fabricação e de projeto dos componentes.

A bem da verdade é que a escolha da MDI para o fornecimento destes componentes se deu por falta de opção, uma vez que os outros fornecedores internacionais mais conceituados estavam impedidos de fornecê-los, devido ao embargo do International Traffic in Arms Regulations – ITAR.

É bom explicar também que a informação sobre os problemas com a empresa MDI só chegaram ao nosso conhecimento depois da compra efetuada, não havendo, portanto, forma de ter previsto que isso poderia acontecer. Por outro lado, também é verdade que nós propusemos usar uma solução de circuitos discretos que dispensaria o uso destes componentes, mas a proposta não foi aceita pelo INPE. Em minha opinião, estes acontecimentos revelam duas grandes fragilidades do nosso programa espacial: gestão e componentes. O ponto falho da gestão do programa pelo INPE está na avaliação e gerenciamento dos riscos envolvidos nas várias decisões que foram tomadas ao longo do projeto.

Numa análise de riscos para tomada de decisão devem ser considerados parâmetros, tais como custos, prazos (atrasos ou antecipação), perda ou ganho de desempenho ou qualidade etc.

Entretanto, para o INPE, a questão do prazo sempre pareceu irrelevante nas tomadas de decisão. Com isso o cronograma foi sistematicamente afetado nas decisões de gerenciamento de projeto, o que, por conseguinte, penalizou fortemente as empresas. Outro aspecto que me parece evidente na postura do INPE é uma grande aversão ao risco. As decisões ao longo do projeto foram marcadas por um excesso de conservadorismo, impossibilitando que a empresa em vários momentos adotasse uma solução ou procedimento inovador.

Creio que este quadro se acentuou devido ao papel duplo desempenhado pelo INPE. Ou seja, ele é cliente e fornecedor de componentes ao mesmo tempo. Assim, ele é responsável pelo atraso na entrega destes itens, mas ao mesmo tempo é quem aprova ou não o trabalho realizado pela empresa. Se forem detectados problemas, o atraso fica compartilhado. Há, portanto, um evidente conflito de interesses.

Por fim, existe a questão das especificações do projeto, que de tão detalhadas impedem propostas de soluções inovadoras por parte da empresa. No caso da WFI, por exemplo, o detector CCD, principal componente da câmera, foi especificado e comprado pelo INPE, engessando todo o restante do projeto. A questão dos componentes está ligada ao nível de qualificação exigido nos programas tocados pelo INPE, e grande parte destes componentes está sob embargo do ITAR.

O senhor considera que o projeto de desenvolvimento do satélite para telecomunicação é um avanço?
É um avanço do ponto de vista de se ter uma empresa “prime contractor” no país (caso da Visiona, joint-venture entre a Embraer e a Telebrás); entretanto, é um retrocesso se houver a avaliação de que é a compra de uma caixa preta, que nem mesmo será integrada no Brasil. É uma volta ao ano de 1983, quando se adquiriu o BrasilSat do Canadá.

Há afirmações de pessoas que trabalham no INPE de que hoje há um lobby das empresas junto a Agência Espacial Brasileira – AEB para desenvolvimento e continuidade de projetos, a exemplo do que teria ocorrido para aprovação da versão 2 da PMM, ou seja, não qualificou a primeira, mas já comprou a segunda. Qual a sua visão sobre o assunto?
Sobre a PMM, se a compra foi ensejada com o objetivo puro e simples de atender demandas das empresas não acho correto, principalmente por não se ter a certeza de que irá voar, já que a primeira PMM ainda não foi qualificada. Mas, sinceramente, não acredito que exista lobby, pois as empresas hoje passam por grandes dificuldades e não têm conseguido o amparo necessário para sobreviverem, haja vista o exemplo da Opto Eletrônica. Até acho que deveria haver lobby, ou melhor, um diálogo mais aberto entre a AEB e as empresas, pois na atual conjuntura as empresas ficam em uma situação muito difícil.

Creio que deveria ter um cronograma bem definido e transparente para ter continuidade nos projetos, até mesmo para a boa saúde do PEB. A reclamação geral das empresas é a de que o INPE é extremamente lento e burocrático e, portanto, perde a chance de achar soluções mais baratas, rápidas e melhores. Parece que há uma certa acomodação, pois não se fixam nem prazos e nem metas.
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'O Instituto de Pesquisas Espaciais está no fundo do poço' (JC)
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Perspectivas do fundo do poço (JC)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Nasa paga US$ 125 mil para criação de impressora 3D de comida

Pesquisa pretende criar impressora capaz de imprimir comida para astronautas em missões de longa distância. Tanto o hardware quanto o software serão abertos



(Terra) A agência espacial americana está financiando um projeto para a criação de um protótipo de impressora 3D capaz de criar comida. O engenheiro mecânico Anjan Contractor recebeu uma doação de US$ 125 mil da Nasa, que espera que a impressora 3D possa criar alimentos para os astronautas em viagens espaciais de longa distância. As informações são do site The Verge.

O criador do projeto, no entanto, não pretende que sua criação se limite a imprimir comida para astronautas. O software da impressora será aberto, e o hardware é baseado no código-fonte também livre da impressora 3D RepRap Mendel. O projeto poderia resolver a crescente escassez de alimentos em todo o mundo através da redução dos resíduos.

A impressora usa cartuchos com pó para fabricar a comida. Através da combinação desses cartuchos, uma ampla gama de alimentos poderia ser criado pela impressora. Cada cartucho poderia ter uma validade de 30 anos, o que permitiria viagens espaciais de longa distância.

O engenheiro já provou que seu sistema funciona em um nível básico de impressão de chocolate. O próximo passo da pesquisa é tentar imprimir uma pizza. A impressora vai criar uma primeira camada de massa e depois, com uma mistura de tomate em pó, água e óleo, irá imprimir o molho. A cobertura será uma "camada de proteína".
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Astronauta britânico faz parte de expedição à EEI



(Voz da Rússia) A tripulação que irá partir para a EEI em 2015 inclui o astronauta britânico Tim Peake. A bordo da EEI ele deverá realizar uma série de experimentos científicos.

Peake, de 41 anos, é o único britânico admitido no Corpo de Astronautas Europeu. Ele será o primeiro súdito do Reino Unido que irá trabalhar no espaço realizando um programa financiado pelo governo britânico.

Até agora, o único astronauta que representou oficialmente o Reino Unido no espaço foi Helen Sharman, que esteve na estação orbital soviética Mir em 1991.
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Comunicação espacial a laser está pronta para lançamento

O feixe de raio laser de pouco mais de um milímetro deve acertar as estações de recepção a uma distância de cerca de 385.000 km - da órbita da Lua até a superfície da Terra. [Imagem: NASA]


Comunicação espacial a laser
(Inovação Tecnológica) Ao comentar o início do desenvolvimento da missão para capturar um asteroide, o diretor da NASA, Charles Bolden, afirmou que uma das tecnologias essenciais para o sucesso do projeto é a comunicação a laser no espaço.

Essa necessidade pode ser vista por um exemplo simples: para enviar uma imagem para a Terra, usando seus links de rádio, a sonda espacial MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), que está em órbita de Marte, leva nada menos do que 90 minutos.

Com um sistema a laser, com capacidade de 500 Mbps, essa mesma foto chegaria à Terra em cerca de 1 minuto.

O problema é ainda maior em missões que precisam ser acompanhadas em tempo real - como no caso de uma sonda robótica tentando laçar ou fazer mineração em um asteroide -, quando não dá para ficar esperando horas para que um comando vá até a nave e seu resultado volte ao centro de comando.

E a NASA parece estar realmente levando o assunto a sério.

No início deste ano, a agência enviou uma foto da Mona Lisa para a Lua, durante os primeiros testes práticos da comunicação a laser espacial.

Agora, a agência anunciou que está pronto o primeiro sistema de comunicação a laser em escala real e com capacidade para troca de dados em alta velocidade.

O LLCD - Lunar Laser Communication Demonstration, ou demonstrador de comunicação a laser lunar, já está pronto para ir para a Lua, a bordo da sonda espacial LADEE (direita). [Imagem: ]


Mira espacial
O intercomunicador espacial a laser chama-se LLCD - Lunar Laser Communication Demonstration, ou demonstrador de comunicação a laser lunar, em tradução livre.

O dispositivo já está integrado na sonda espacial LADEE - Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer, explorador da atmosfera e da poeira ambiental da Lua, em tradução livre.

Usando a banda S de radiocomunicação, normalmente usada no espaço, a sonda LADEE levaria 639 horas para transmitir o equivalente a um filme HD - usando seu instrumento LLCD, ela poderá fazer o mesmo em menos de 8 minutos.

"Esta é a primeira vez que a NASA fez um sistema de comunicação a laser passar por todos os testes e ser certificado para voo," comemorou Donald Cornwell, gerente da missão.

A precisão do LLCD pode ser avaliada quando se leva em conta que seu feixe de raio laser de pouco mais de um milímetro deve acertar as estações de recepção a uma distância de cerca de 385.000 km - da órbita da Lua até a superfície da Terra.

O aparelho LLCD será utilizado também em outra etapa importante para o uso comercial da comunicação espacial a laser, que ocorrerá a partir de 2017 com o lançamento do satélite LCRD - Laser Communication Relay Demonstration, demonstrador de comunicações a laser, em tradução livre.

O LCRD vai testar a comunicação a laser para a troca de dados com satélites de comunicação geoestacionários, utilizados em todas as telecomunicações terrestres, abrindo caminho para um aumento sem precedentes na largura de banda e na velocidade das comunicações.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

América Latina se apoia na Rússia para realizar programas espaciais

Brasil está à frente das demais nações latino-americanas no setor

(Diário da Rússia) Como parte da sua estratégia de desenvolvimento e crescimento muitos países de América Latina estão apostando, cada um a seu modo, em unir-se na corrida espacial. Para alcançar este objetivo, algumas nações começaram a se apoiar na experiência e no conhecimento russos. Especialistas da Academia de Ciências da Rússia revelam que, atualmente, a Agência Espacial Russa (Roskosmos) mantem vínculos com Brasil, Argentina, Colômbia, México, Peru e Chile.

México
Os mexicanos estão se preparando para ir ao espaço. Em 31 de julho de 2010, foi constituída a Agência Espacial Mexicana (AEM), órgão oficial que tem por objetivos principais regular a política espacial do México e enviar ao espaço um astronauta do páis.

Em toda a história, um único mexicano foi ao espaço. O engenheiro eletrônico Rodolfo Neri Vela esteve a bordo da nave Atlantis, em 1985, para dentro da qual levou muitos experimentos científicos criados por pesquisadores do México.

Desde então, a atividade espacial mexicana foi muito discreta. Entre os anos de 1985 e 2013, o México colocou em órbita um total de nove satélites artificiais. Todos foram utilizados na política de segurança do Estado e também nas telecomunicações do país.

A Agência Espacial Mexicana lida com um pequeno orçamento se comparado às dos gigantes do setor. O governo do país destinou US$ 8,34 milhões para a AEM, quantia bem abaixo dos US$ 17,7 bilhões que a NASA recebeu do governo dos Estados Unidos e dos US$ 500 milhões que o Irã utilizou na sua Agência Espacial (ISA).

Desde que a Agência Espacial Mexicana se tornou operacional, a Rússia decidiu apoiá-la, apesar do país ser vizinho da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) e dos governos do México e dos Estados Unidos manterem excelentes relações. Mesmo assim, o governo russo vem apoiando o mexicano em matéria de pesquisa em tecnologias de satélites para o estudo da atmosfera.

Em uma visita recente à Cidade do México, o número dois da Roskosmos, Sergei Saveliev, disse que "a Rússia pode colaborar e compartilhar a sua experiência já que participou de 40% dos lançamentos mundiais”.

Peru
O México não é o único país da América Latina com o qual a Rússia vem colaborando. Ela está, por exemplo, assessorando o Peru em seu programa de lançar ao espaço o satélite de observações Chasqui II, no dia 30 de setembro de 2013. Desenvolvido pela Universidade Nacional de Engenharia peruana, o equipamento terá um peso estimado entre 25 kg e 30 kg e foi desenvolvido com ajuda da Rússia.

Segundo o Reitor da Universidade Nacional de Engenharia do Peru, Aurelio Padilla, os principais objetivos do satélite Chasqui II serão os de determinar os níveis de perdas florestais, quantificar os desastres provocados por causas naturais e vigiar a costa peruana. A fabricação do equipamento contou com a ajuda efetiva dos engenheiros e cientistas da Universidade Estatal de Kursk na Rússia.

Nicarágua
Outro exemplo de colaboração russa na área da pesquisa espacial na América Latina é o da Nicarágua. No final de 2008, durante uma visita de Estado do Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, a Moscou, a Roskosmos e o Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios firmaram um acordo para que Manágua fosse incluída no sistema russo de navegação por satélite GLONASS, o concorrente do GPS dos Estados Unidos.

Brasil
Sem qualquer dúvida, o Brasil é o país da América Latina que possui relações mais próximas com a Rússia na pesquisa espacial. Na região, é a nação com mais tradição no setor. Além disso, a parceria começou a ser formada ainda na época da extinta União Soviética, quando diversos programas de cooperação foram firmados entre os dois países.

A cooperação com a Rússia e com outros países permitiu ao Brasil ser o único da América Latina a possuir sua própria base de lançamento de foguetes, no município de Alcântara, no Maranhão, distante 32 quilômetros da capital do estado, São Luíz.

Atualmente, somente dez países em todo o mundo possuem base própria para lançamento de foguetes. Além de Rússia e Brasil, fazem parte da lista China, Estados Unidos, França, Índia, Irã, Israel, Japão e Ucrânia.

No ano de 2004, o Brasil lançou o seu próprio foguete, o VSB-30 e, em 2006, o tenente-coronel da Aeronáutica, Marcos Pontes, tornou-se o primeiro astronauta brasileiro, fazendo parte da Missão Centenário que partiu do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão e, no mesmo ano, retornou ao país. O Brasil está trabalhando, atualmente, para criar toda uma família de veículos de lançamento com base nos russos Angara.

Cuba e Equador
Cuba é o mais recente país da América Latina a se somar à Rússia na pesquisa espacial. Em fevereiro deste ano de 2013, representantes dos governos russo e cubano assinaram diversos acordos para pesquisa científica espacial.

Mais recentemente, foi a vez do Equador entrar para a corrida espacial. No dia 26 de abril, foi lançado, na base de Jiuqan o, satélite NEE-01 Pegaso, de apenas 70 centímetros. Segundo as autoridades equatorianas, trata-se de um pequeno equipamento de observações e pesquisas científicas.

Nave russa com ratos e lagartos a bordo retorna do espaço

Nave também transportava caracóis, pequenos roedores e plantas. Estudo pretendia determinar como se adaptam corpos à falta de gravidade.



(France Presse/G1) Uma nave russa com 45 ratos e 15 lagartos a bordo, ao lado de outros pequenos animais, retornou neste domingo (19) de uma missão de um mês em órbita com informações que os cientistas esperam que abra caminho para um voo tripulado a Marte.

O centro de controle russo informou que a nave espacial Bion-M pousou com a ajuda de um sistema de paraquedas especial na região de Oremburgo, 1.200 km ao sudeste de Moscou.

A nave também transportava caracóis, pequenos roedores, algumas plantas e microflora. O centro de controle russo não informou quantos animais sobreviveram à missão.

Valery Abrashkin, diretor do programa do centro de pesquisas espaciais TsSKB, informou no momento da decolagem da missão em abril que o estudo tinha como objetivo determinar como se adaptam os corpos à falta de gravidade "para que nossos organismos sobrevivam em voos muito longos".

Um laboratório de pesquisa móvel foi levado para o local do pouso da cápsula para fazer uma análise rápida da resposta dos animais a sua viagem e a seu retorno à Terra.

Os cientistas destacaram a necessidade de utilizar animais porque eram submetidos a experimentos impossíveis de realizar nos humanos que estão atualmente operando a Estação Espacial Internacional (ISS).

A Rússia sonha com Marte e tem como meta o ano 2030 para iniciar a criação de uma base na Lua para voar ao planeta vermelho.

Mas problemas recentes de seu programa espacial - incluindo o fracasso do satélite de pesquisa que Moscou tentou enviar a uma das luas de Marte ano passado - colocam em dúvida o futuro das explorações russas.
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

É estranho sentir o peso da língua, diz astronauta após retorno à Terra


"Como o corpo controla a pressão sanguínea? Um espantalho em uma mesa inclinada para medir como", brinca o canadense


(Terra) Após retornar à Terra, o astronauta canadense Chris Hadfield, que faz sucesso nas redes sociais, compartilhou algumas imagens e a sensação de sentir novamente a força gravitacional do planeta após cinco meses no espaço. "É estranho falar e sentir o peso de meus lábios e língua! Tonto também - iria falhar em qualquer teste de sobriedade", escreveu em seu perfil no Twitter.

"Voos espaciais são um bom modelo de aceleração do envelhecimento. Hoje, Chris se sente como um velho! Às vezes, ele embaralha os pés quando caminha, sente dor nas costas, tem dificuldade em caminhar por esquinas e às vezes bate nos cantos das paredes" diz em nota divulgada na quarta-feira Raffi Kuyumjian, médico chefe da Agência Espacial Canadense (CSA, na sigla em inglês) e cirurgião do voo de Hadfield.


"É clichê, mas está é minha 1ª refeição de volta à Terra. O cheiro é como um velho amigo"


Segundo o médico, Hadfield pode não sentir, mas os ossos do quadril e das costas não estão tão densos como antes do voo, já que normalmente os astronautas perdem até 1,5% da densidade óssea em microgravidade.

"Fios na cabeça, peito, braços e pés, aprendendo como o corpo funciona quando ele fica sem peso por meio ano"


"Isso é similar, mas não tão severo quanto a osteoporose que afeta os idosos, já que Chris provavelmente irá recuperar a maior parte da densidade óssea perdida em cerca de um ano", diz o especialista, que explica que cientistas usam os astronautas para estudar esses efeitos e fazem experimentos para descobrir como tratar melhor esses problemas que afetam nossa população.

O astronauta, que promete divulgar mais imagens que não conseguiu mostrar durante a estadia na estação espacial, também postou fotos de exames que fez após o retorno. "Como o corpo controla a pressão sanguínea? Um espantalho em uma mesa inclinada para medir como", brinca o canadense.
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E mais:
Veja efeitos da microgravidade (infográfico Terra)
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Astronauta Chris Hadfield mostra o que muda em nossos sentidos em jornadas no espaço sideral (Galileu)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Órbita geoestacionária



(Info Escola) Uma Órbita geoestacionária é uma órbita circular referente à linha do equador do planeta Terra, que apresenta latitude zero com rotação paralela ao do nosso planeta. As órbitas geoestacionárias estão demarcadas a 36.000 quilômetros do equador, é muito utilizada para a circulação de satélites utilizados pelas empresas de telecomunicações.

Os satélites geoestacionários são muito utilizados para receberem e enviarem sinais de TV para todo o mundo.

O objetivo desse tipo de satélite é permanecer sobre a mesma região terrestre, mantendo a mesma posição aparente, para receber sinais de TV de um determinado país ou continente e transmiti-lo para outros satélites ou regiões com central receptora de dados e imagens. As centrais receptoras são compostas, principalmente, por antenas direcionadas para a mesma direção - por isso que as antenas de TV a cabo estão sempre apontadas para a mesma direção, não há necessidade de ficarem se movendo para acompanhar o satélite.

Esse tipo de satélite deve orbitar sempre a uma distância fixa de 35.786 quilômetros acima do nível do mar, independente do peso e do tamanho do satélite.Além de serem usados para as telecomunicações, são também empregados para a observação de regiões para fins estratégicos ou militares.

O satélite que não permanece sobre a mesma região não é geoestacionário, não podendo ser utilizado solitariamente para captação e transmissão de imagens.

Os geoestacionários possuem a capacidade de sincronização com a rotação da Terra, levam 24 horas para completar a volta de sua órbita completa, mantendo a altitude padrão em relação à linha do equador. Apresentam amplo campo de abrangência no quesito de visão, mas a percepção visual que esses equipamentos obtêm é de enxergar a Terra no formato de um disco cuja área é menor em comparação a de um hemisfério terrestre.

Fontes:
http://www.esa.int/SPECIALS/Eduspace_PT/SEMSX965P1G_0.html
http://www.qsl.net/py4zbz/teoria/orbitas.htm
http://www.seara.ufc.br/especiais/fisica/arthurclarke/clarke02.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93rbita_geoestacion%C3%A1ria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sat%C3%A9lite_geoestacion%C3%A1rio
Animação: http://h2physics.org/?cat=51

terça-feira, 14 de maio de 2013

Astronauta "pop" retorna à Terra após cinco meses no espaço



(Efe/Terra) Foram 144 dias no espaço, o suficiente para ter mais de 860 mil seguidores no Twitter e de 280 mil curtidas no Facebook. Mas a viagem do canadense Chris Hadfield, que ficou conhecido por suas fotos e vídeos divulgados na internet, chegou ao fim. Ele, o americano Tom Marshburn e o russo Roman Romanenko pousaram às 23h31 (de Brasília) desta segunda-feira no Cazaquistão, conforme a Nasa - a agência espacial americana. O retorno à Terra, que começou às 20h08, quando a nave Soyuz desacoplou da estação espacial, ocorreu em segurança, segundo a Nasa.

A aterrissagem, que foi acompanhada por 12 helicópteros e três aviões, ocorreu na zona prevista, a cerca de 150 quilômetros da cidade de Dzhezkazgan, no Cazaquistão. "A tripulação suportou perfeitamente a aterrissagem. Os cosmonautas estão bem e animados", anunciou os alto-falantes da sala principal do Centro do Controle de Voos (CCVE) da Rússia, segundo a agência oficial RIA Novosti.

O retorno à Terra da Soyuz, desde seu desacoplamento da ISS até o módulo de pouso tocar nas estepes cazaques, teve uma duração de aproximadamente três horas e meia. Na plataforma orbital ainda ficaram três tripulantes: os russos Pavel Vinogradov e Aleksandr Misurkin e o americano Chris Cassidy.

No final do mês, outros três astronautas devem chegar à ISS: o russo Fiôdor Yurchikhin, o italiano Luca Parmitano e a americana Karen Nyberg, que voarão a bordo da Soyuz TMA-09M, cuja decolagem está programada para o próximo dia 29.

"Quem imaginaria que cinco meses fora do planeta poderiam fazer você se sentir mais próximo das pessoas?", disse o canadense em seu vídeo de despedida da estação. Hadfield destaca o papel que a internet e as redes sociais tiveram nesse tempo em que esteve na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Para ele, o uso dessas mídias fez parecer que estava em contato com pessoas, "que esta experiência não é individual, mas dividida através do mundo."

"A estação espacial é um posto avançado no limite da experiência humana. É um grupo muito selecionado de pessoas que está aqui (...) do fundo do meu coração: obrigado e vejo vocês em breve."

Hadfield ganhou diversos fãs e admiradores com a divulgação de vídeos que mostram como é viver no espaço. Em um, por exemplo, mostra como os astronautas fazem para cortar as unhas. Em outro, como se faz para dormir em gravidade zero. Em um terceiro exemplo, ele simula como seria chorar na estação.

Muitas vezes acompanhado de seu violão, o canadense também fez sucesso com músicas. Seja fazendo um dueto espaço-Terra com o cantor Ed Robertson, seja fazendo um clipe com sua versão de um sucesso de David Bowie. Ele até fez uma canção na ISS.

Quem ganhou fama de tabela com Hadfield foi a Agência Espacial Canadense. Pouco conhecida - talvez seu maior feito tenha sido a criação do braço robótico da estação espacial -, ela ganhou cerca de 150 mil inscrições no seu canal no Youtube, no qual eram divulgados os vídeos do astronauta. Foram, ainda, aproximadamente 23 milhões de exibições.

Além dos vídeos, as fotos do canadense também fizeram sucesso. As imagens, principalmente aquelas que mostra a Terra vista do espaço, levaram milhares de pessoas a seguirem o astronauta no Twitter e no Facebook. E foi nessas redes sociais que ele deixou sua última imagem. "Para alguns pode parecer um por do sol, mas é um novo alvorecer", diz o astronauta.
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Matéria com imagens aqui
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Matérias similares no G1Público - Portugal (com vídeo)R7VejaO GloboFolhaUOL e iG
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E mais:
Astronauta marca 5 meses no espaço com impressionantes fotos da Terra (G1)